AINDA HÁ TEMPO

Fere na carne, 
Fere no coração, 
Sangra e escarne, 
Maldita porção. 
 
Olhos escuros na alva, 
São dias de negridão, 
Morde-se a língua calva, 
Sorve-se o sangue de cão. 
 
Abaladas as potências, 
Flechas de maldição, 
Mortes sem condolências, 
Espíritos em aflição. 
 
Houve um tempo de espera, 
Pela gratidão ao sacrifício na cruz, 
Há a voz eloquente da loucura, 
Anunciada pela pregação da Luz. 
 
 Erimar Lopes.
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