Apenas mais um Escravo
Olhando para o céu,
joelhos no chão.
largado ao léu,
calos na mão.
Pobre ser humano,
Perdido em seu engano.
Corpo cansado,
dia estressante.
Mas é obrigado,
a seguir relutante.
Não consegue sair,
Não consegue fugir.
Ignorado pelos outros,
abandonado na Terra.
largado aos prantos,
até atacar-lhe a fera.
Contorce-se no chão,
rasga-lhe o coração.
Sob um estalo,
foge o animal ferido.
Levante-se vassalo,
não dê nem mais um grito.
Ergueu-se destruido,
o escravo sofrido.
Volta a trabalhar,
com o corpo dilacerado.
Só lhe resta olhar,
para o trono inalcançado.
Cheio de segurança,
enche-se de esperança.
Um dia seria libertado,
veria seu livramento.
correria pelo prado,
não existiria sofrimento.
Porém ele mal sabia,
que esse dia nunca chegaria.
Morreu muito cedo,
não aproveitou sua vida.
Dominada pelo medo,
uma existência pouco vivida.
Agora será substituido,
e seu corpo abatido.
Lucas Bisoni
Não consegue sair,
Não consegue fugir.
Ignorado pelos outros,
abandonado na Terra.
largado aos prantos,
até atacar-lhe a fera.
Contorce-se no chão,
rasga-lhe o coração.
Sob um estalo,
foge o animal ferido.
Levante-se vassalo,
não dê nem mais um grito.
Ergueu-se destruido,
o escravo sofrido.
Volta a trabalhar,
com o corpo dilacerado.
Só lhe resta olhar,
para o trono inalcançado.
Cheio de segurança,
enche-se de esperança.
Um dia seria libertado,
veria seu livramento.
correria pelo prado,
não existiria sofrimento.
Porém ele mal sabia,
que esse dia nunca chegaria.
Morreu muito cedo,
não aproveitou sua vida.
Dominada pelo medo,
uma existência pouco vivida.
Agora será substituido,
e seu corpo abatido.
Lucas Bisoni
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