DESESPERANÇA
Os olhos de uma criança
Cobertos de inocência
Ávidos por esperança
Esvaem-se com o tempo
Dando lugar a um olhar
Vazio e sem expressão
Na boca, o gosto amargo da violência
Que nos faz mascar a morte
como se fosse um chiclete
E enterrar o bem numa cova rasa
Banalizando a essência do ser humano:
o fim
O cheiro de ferro no sangue
dá a entender que somos de aço
Mas somos frágeis como uma flor
Ressequindo
E perdendo as pétalas
Cada vez mais rápido
Cobertos de inocência
Ávidos por esperança
Esvaem-se com o tempo
Dando lugar a um olhar
Vazio e sem expressão
Na boca, o gosto amargo da violência
Que nos faz mascar a morte
como se fosse um chiclete
E enterrar o bem numa cova rasa
Banalizando a essência do ser humano:
o fim
O cheiro de ferro no sangue
dá a entender que somos de aço
Mas somos frágeis como uma flor
Ressequindo
E perdendo as pétalas
Cada vez mais rápido
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