ABELHINHA PEQUETELLA
Você me olha cochilar?
Claro olho
Por todos os lados do colo
Observo teu sono
Se eu dormir você olhará também meus sonhos?
Ah
Os dormidos serão sempre vossos
E talvez não os enxergue
Exceto se conta-los
Então vê
Porque agora vou sonhar
Depois te falo
Para que sejam nossos
Aninho em teu colo
No cantinho dos teus braços
Adormeço
Cada sono é um carinho
De ninar
De recomeço
Fico pensando se mereço
Merecemos!
Dormimos assim
Sempre vigiados viajamos
Subindo e descendo
Os degraus de uma escada
Por entre os caminhos
Do nada
Do nada?
Então teu colo feito um leito
De rio límpido e manso
Onde descanso colado ao teu peito
Nada seria?
A um momento
O abraço fecundo transborda o futuro
Depois acordamos
E os braços se abrem
Arrebentam os muros
Nos dão passagem para o mundo
Precisaria mais dois mil anos
Para entender essa luz
E bilhões de relâmpagos
Todos acesos no breu
Para brilhar agora mais que os olhos teus
Fecha-os
Nana
Que a existência é lâmina
Intensa chama
Reluz
Ilumina
Me diz sem poesia
Felicidade é isso?
Quase choro
Vê a lágrima de alegria...
Sim é isso
Mas virão também incertos dias
Que passarão ardendo
Eu ainda não conheço as cidades tristes
Dizem que elas existem
Alguém me falou delas
Onde os adultos se divertem zombando os pequeninos
São cidades sem estrelas
Sem portas e janelas
Onde as ruas desconhecem as esquinas
Mas eu não tenho medo das cidades tristes
Porque penso que todo mundo lá dentro
É bem maior que elas
O milagre da vida não é somente
O cerne de uma célula
E sim um grão de todo amor que houver
No entorno dela
Então entendemos as idas e vindas
Tristezas e alegrias
Encontros e perdas
Fome e fartura
As fraquezas
A coragem
Menos dos insanos e da covardia
Precisaria de mais corações então
Para guardar tantas imagens
Armazenar as emoções
Preservar a vida
Os exemplos maus e bons
Pois a vida é quem nos grava
E nos leva a passeio nessa esfera
Quando acordar e sair do teu colo
Me levarás pela mão pelos céus
Pelos mares
Nos caminhos?
Se a minha mão não te levar
Os teus sonhos te levarão
E neles poderás assegurar as certezas
Postas em teu coração
E aprenderás a caminhar sozinha
Você tem asinhas
Voa para onde quer no planeta
Deve conhecer toda a terra
Os jardins mais belos
Todas as flores
E o encantamento das cores
Ih
Eu não sou sozinha
Tenho colméia
Além disso trabalho
Eu não sou rainha
E ainda que fosse
Trabalharia
A vida não são só passeios
Continue sonhando
Depois vá brincar
Estarei aqui enquanto dormes
Com meus ferrões a postos
A te vigiar
Quando acordar volto pra rua
Atrás de flores
Polinizar
Você tem asinhas
Me voaria até a lua?
Queria ver de perto as estrelas
Devem ser ainda mais belas
Claro olho
Por todos os lados do colo
Observo teu sono
Se eu dormir você olhará também meus sonhos?
Ah
Os dormidos serão sempre vossos
E talvez não os enxergue
Exceto se conta-los
Então vê
Porque agora vou sonhar
Depois te falo
Para que sejam nossos
Aninho em teu colo
No cantinho dos teus braços
Adormeço
Cada sono é um carinho
De ninar
De recomeço
Fico pensando se mereço
Merecemos!
Dormimos assim
Sempre vigiados viajamos
Subindo e descendo
Os degraus de uma escada
Por entre os caminhos
Do nada
Do nada?
Então teu colo feito um leito
De rio límpido e manso
Onde descanso colado ao teu peito
Nada seria?
A um momento
O abraço fecundo transborda o futuro
Depois acordamos
E os braços se abrem
Arrebentam os muros
Nos dão passagem para o mundo
Precisaria mais dois mil anos
Para entender essa luz
E bilhões de relâmpagos
Todos acesos no breu
Para brilhar agora mais que os olhos teus
Fecha-os
Nana
Que a existência é lâmina
Intensa chama
Reluz
Ilumina
Me diz sem poesia
Felicidade é isso?
Quase choro
Vê a lágrima de alegria...
Sim é isso
Mas virão também incertos dias
Que passarão ardendo
Eu ainda não conheço as cidades tristes
Dizem que elas existem
Alguém me falou delas
Onde os adultos se divertem zombando os pequeninos
São cidades sem estrelas
Sem portas e janelas
Onde as ruas desconhecem as esquinas
Mas eu não tenho medo das cidades tristes
Porque penso que todo mundo lá dentro
É bem maior que elas
O milagre da vida não é somente
O cerne de uma célula
E sim um grão de todo amor que houver
No entorno dela
Então entendemos as idas e vindas
Tristezas e alegrias
Encontros e perdas
Fome e fartura
As fraquezas
A coragem
Menos dos insanos e da covardia
Precisaria de mais corações então
Para guardar tantas imagens
Armazenar as emoções
Preservar a vida
Os exemplos maus e bons
Pois a vida é quem nos grava
E nos leva a passeio nessa esfera
Quando acordar e sair do teu colo
Me levarás pela mão pelos céus
Pelos mares
Nos caminhos?
Se a minha mão não te levar
Os teus sonhos te levarão
E neles poderás assegurar as certezas
Postas em teu coração
E aprenderás a caminhar sozinha
Você tem asinhas
Voa para onde quer no planeta
Deve conhecer toda a terra
Os jardins mais belos
Todas as flores
E o encantamento das cores
Ih
Eu não sou sozinha
Tenho colméia
Além disso trabalho
Eu não sou rainha
E ainda que fosse
Trabalharia
A vida não são só passeios
Continue sonhando
Depois vá brincar
Estarei aqui enquanto dormes
Com meus ferrões a postos
A te vigiar
Quando acordar volto pra rua
Atrás de flores
Polinizar
Você tem asinhas
Me voaria até a lua?
Queria ver de perto as estrelas
Devem ser ainda mais belas