Brandura em carne viva
Espelhada no seio da tua íris verde
Revela-se minha alma despida
Não se vê a brandura das ninfas
Só a carne viva dos condenados
Sob a luz difusa do abajur
Ecoa da minha fala herege
Uma metafísica de certezas
Típica de marginal
Quando tua visão desliza e escurece
Prendo-me a ti e te transformo em alicerce
Furto teus olhos, braços, mãos e pernas
Cheiros, gostos, falas e cabelos
Me construindo a sangue frio
Sujeito humano.
Revela-se minha alma despida
Não se vê a brandura das ninfas
Só a carne viva dos condenados
Sob a luz difusa do abajur
Ecoa da minha fala herege
Uma metafísica de certezas
Típica de marginal
Quando tua visão desliza e escurece
Prendo-me a ti e te transformo em alicerce
Furto teus olhos, braços, mãos e pernas
Cheiros, gostos, falas e cabelos
Me construindo a sangue frio
Sujeito humano.
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