Um dia de cada vez

Em cada preludio do tempo enfeita-se o dia
Com um aguaceiro de sorrisos insaciáveis
Unem-se todos os horizontes coincidentes onde
Com fervor se alimentam orações tão inescrutáveis
Um silêncio bizarro acoita-se entre as frestas
Desta solidão aparentemente inesgotável
Ali quase delira a fé encharcada por esta maresia
De emoções tão absolutamente inescrutáveis
Em degredo ficaram as emoções mais incogitáveis
Deixaram as memórias possuídas por uma ilusão inimitável
Secundaram a noite incógnita que fecunda, gerou toda
Esta esperança manuscrita num verso frenético e imutável
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*