vestígio
Deixo um pouco de mim por estas ruas
Ao raspar as palmas pelos muros,
Talhando-os com os tatos das mãos nuas
Como fossem cartas aos futuros
Eus, que revisitarão estes caminhos.
Serão pedaços de minha alma feitos,
Pela vida, saudosos peregrinos,
Viajantes de si, em rastos imperfeitos.
Será museu de acasos esta cidade
Onde hoje pouso as mãos, já com saudade
Do eco que serei ao longo da memória?
Deixo um pouco de mim... E sigo só,
No agridoce saber de que sou pó,
Vestígio humano no tempo e na história...
Ao raspar as palmas pelos muros,
Talhando-os com os tatos das mãos nuas
Como fossem cartas aos futuros
Eus, que revisitarão estes caminhos.
Serão pedaços de minha alma feitos,
Pela vida, saudosos peregrinos,
Viajantes de si, em rastos imperfeitos.
Será museu de acasos esta cidade
Onde hoje pouso as mãos, já com saudade
Do eco que serei ao longo da memória?
Deixo um pouco de mim... E sigo só,
No agridoce saber de que sou pó,
Vestígio humano no tempo e na história...
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