Tempo


Meu olhar é prolongado nas coisas que vejo,
Meus ouvidos são prolongados nas coisas que ouço,
Minhas mãos, tão velhas talvez para o momento exato,
são prolongadas nas coisas que toco.

No corpo curtido de busca e desejo,
a insensatez mórbida de me completar
no tempo e no espaço,
e me agarro ao minuto presente.

Covarde! Duas horas se passaram.
Tento me completar nas coisas que faço.
Do hoje, sou quase tarde.
Que pena!
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