tábuas do meu caixão
Chegou a noite,
com ela chega a solidão,
eu gritei-lhe!
Anda, vem crava-me no meu peito,
essas lágrimas de desilusão,
eu aqui deitado no meu leito,
peço-te, perdão,
hoje sei que não deveria de ter feito,
coisas que fiz, mas fiz tudo por paixão,
e tu não tinhas esse maldito direito,
de tão cedo, traçar as tábuas do meu caixão...
Luzern, 02.06.2016, Joao Neves
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