DESCOBERTA
Bebia do mar
sem sentir sede,
satisfazia-se
com a água atravessando-lhe
os pulmões,
com as horas em que a mesa
flutuava noite adentro
e não podia erguer
os olhos.
Bebia do mar
e se perdia no que ouvia,
no corpo silencioso
onde a areia
juntava sílabas,
onde a cegueira
a acordava
e deixava suas mãos livres.
sem sentir sede,
satisfazia-se
com a água atravessando-lhe
os pulmões,
com as horas em que a mesa
flutuava noite adentro
e não podia erguer
os olhos.
Bebia do mar
e se perdia no que ouvia,
no corpo silencioso
onde a areia
juntava sílabas,
onde a cegueira
a acordava
e deixava suas mãos livres.
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