MISÉRIA, MISÉRIA
Ao som de melodias encantadas,
À luz do sol irradiada, caminha,
Sem alparcas, mãos calejadas,
Sedento pela estrada, se definha.
Sem pão, sem o apoio de uma mão,
Vazio no âmago, olhos lacrimejantes,
Numa vida dura, amargura e solidão,
Cruel destino no sertão dos viandantes.
Para aonde ir e da fome fugir ao certo,
Sem nome a Deus argui por inocência,
Se a sorte se constitui longo deserto,
E sem culpa padece sem clemência.
Sentir a morte é um aporte de força,
No limiar dum corte que sangra a vida,
Num dilema incompreensível se esforça,
Na miséria enfadonha dia a dia vivida.
São os açoites, aos olhos dos mundos,
Abutres, hienas, coiotes em inanição,
Aves de rapina, carniceiros imundos,
Carnes humanas em decomposição.
São predadores homens desnaturais,
Que alimentam as feras da ganância,
Nas esferas das pobrezas naturais,
Se engodando a alma na abastança.
À luz do sol irradiada, caminha,
Sem alparcas, mãos calejadas,
Sedento pela estrada, se definha.
Sem pão, sem o apoio de uma mão,
Vazio no âmago, olhos lacrimejantes,
Numa vida dura, amargura e solidão,
Cruel destino no sertão dos viandantes.
Para aonde ir e da fome fugir ao certo,
Sem nome a Deus argui por inocência,
Se a sorte se constitui longo deserto,
E sem culpa padece sem clemência.
Sentir a morte é um aporte de força,
No limiar dum corte que sangra a vida,
Num dilema incompreensível se esforça,
Na miséria enfadonha dia a dia vivida.
São os açoites, aos olhos dos mundos,
Abutres, hienas, coiotes em inanição,
Aves de rapina, carniceiros imundos,
Carnes humanas em decomposição.
São predadores homens desnaturais,
Que alimentam as feras da ganância,
Nas esferas das pobrezas naturais,
Se engodando a alma na abastança.
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