Pelos teus vincos, meu tato fervilha,
E assim vou – guiado por tua voz rouca...
Tu vens... Pousas-me beijos na virilha,
E dá-me a graça da bivalve boca.
E após gracejos, cubro-te: meu peito
Chega a ti, mas não o meu coração.
Nós dois, solitários no mesmo leito,
Incônscios da brasa, nós dois, paixão...
Figuras que se pintam no ato ardente
Que não se cansa, até que, de repente,
Num sobressalto finde-se o prazer.
Tão breve! E eu, depois, no espólio do espasmo,
Fito teu rosto estrangeiro, e então pasmo
Ante a tristeza de a não conhecer...
E assim vou – guiado por tua voz rouca...
Tu vens... Pousas-me beijos na virilha,
E dá-me a graça da bivalve boca.
E após gracejos, cubro-te: meu peito
Chega a ti, mas não o meu coração.
Nós dois, solitários no mesmo leito,
Incônscios da brasa, nós dois, paixão...
Figuras que se pintam no ato ardente
Que não se cansa, até que, de repente,
Num sobressalto finde-se o prazer.
Tão breve! E eu, depois, no espólio do espasmo,
Fito teu rosto estrangeiro, e então pasmo
Ante a tristeza de a não conhecer...
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