ONDE OUTRORA HAVIA UM ASTRO NA BOCA
Onde outrora havia um astro na boca
hoje é visível uma pedra negra
e o mistério é esse desespero
das palavras que não encarnam o poema
quando o homem já não é casa
ou agasalho suficiente para o frio
que no ar circula como sangue.
Onde outrora se ocultava a esperança
vê-se agora o pão da morte
a língua alcança o sal antigo
na praia onde esqueces sem descanso
a água agarra-te pelas mãos
lava-te o rosto
e eu choro o mar todo
para sempre.
hoje é visível uma pedra negra
e o mistério é esse desespero
das palavras que não encarnam o poema
quando o homem já não é casa
ou agasalho suficiente para o frio
que no ar circula como sangue.
Onde outrora se ocultava a esperança
vê-se agora o pão da morte
a língua alcança o sal antigo
na praia onde esqueces sem descanso
a água agarra-te pelas mãos
lava-te o rosto
e eu choro o mar todo
para sempre.
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