Até que sou
#ATÉ #QUE #SOU
Eu já usei gravata...
Calça quadrada...
Cueca rasgada...
Franja e topete...
Hoje sou calmo...
Mas já fui periguete...
Já andei de chinelo...
Porque não tinha sapato...
Já criei cachorros e gatos...
Também tive patos...
Já passei fome...
Por dias e dias seguidos...
Me lembro de quando ganhei um pão...
Dividi com um mendingo...
Fui abusado...
Mas nunca abusei...
Inocência de outro...
Nunca tirei...
Já fui crente...
Padre quiz ser...
Me tornei filho de santo...
Estive a ponto de me perder...
Já andei nas madrugadas...
Por estradas prateadas...
Corri atrás de sonhos...
Me vesti de enganos...
Já pintei quadros ...
Já fiz pastel...
Já chorei muito...
Calado, escondido, olhando para o céu...
Vi muitos nascerem...
Outros tantos falecerem...
Pinto minha casa de cal...
E assim será minha morada final...
Já bebi demais da conta...
Até memória perder...
Fumei maconha, cheirei cola e pó...
Só me fiz sofrer...
Fui cabeleireiro...
Feiticeiro...
Prostituto...Vagabundo...
Sou hoteleiro...
Hoje eu virei poeta...
Vivo em um mundo só meu...
Como melhor me condiz...
Para quem nasceu chorando...
Eu até que sou feliz...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu já usei gravata...
Calça quadrada...
Cueca rasgada...
Franja e topete...
Hoje sou calmo...
Mas já fui periguete...
Já andei de chinelo...
Porque não tinha sapato...
Já criei cachorros e gatos...
Também tive patos...
Já passei fome...
Por dias e dias seguidos...
Me lembro de quando ganhei um pão...
Dividi com um mendingo...
Fui abusado...
Mas nunca abusei...
Inocência de outro...
Nunca tirei...
Já fui crente...
Padre quiz ser...
Me tornei filho de santo...
Estive a ponto de me perder...
Já andei nas madrugadas...
Por estradas prateadas...
Corri atrás de sonhos...
Me vesti de enganos...
Já pintei quadros ...
Já fiz pastel...
Já chorei muito...
Calado, escondido, olhando para o céu...
Vi muitos nascerem...
Outros tantos falecerem...
Pinto minha casa de cal...
E assim será minha morada final...
Já bebi demais da conta...
Até memória perder...
Fumei maconha, cheirei cola e pó...
Só me fiz sofrer...
Fui cabeleireiro...
Feiticeiro...
Prostituto...Vagabundo...
Sou hoteleiro...
Hoje eu virei poeta...
Vivo em um mundo só meu...
Como melhor me condiz...
Para quem nasceu chorando...
Eu até que sou feliz...
Sandro Paschoal Nogueira
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Flores e amores
Poderia ter nascido uma flor, mas o que nasceu era um sentimento.
Poderia ter sido uma rosa, mas era um amor.
Poderia estar em …
A poesia de JRUnder
Poeira em desencanto.
Tem vezes que quando observo o infinito - todas as cores despontam... e meus olhos e ouvidos ouvem o chiar das trombetas dos deuses. A t…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Brasil ! teus filhos exigem mudanças (soneto) - 11/05/2016
Brasil ! teus filhos exigem mudanças,
A mudança radical, te conclamam
Jazem de joelhos suas esperanças
Por um …
Armando A. C. Garcia
Naturalmente, (soneto) - 12/12/2017
Naturalmente, sonhando acordado
Controlando desejo e emoção
Verdade ou mentira, que importa então,
Se este meu…
Armando A. C. Garcia