Intuição
#INTUIÇÃO
Será que a adivinha adivinha...
O que desejo saber ?
No amanhã...
Que irá me acontecer ?
O passado já sei...
Não precisa me dizer...
Quero saber...
Como minha vida vai ser...
Mãe de santo ialorixá...
Será que vão os orixás me ajudar?
Em ventos e nuvens procurei aeromante...
Comi muitos biscoitos da sorte...
Tive até indigestão...
Um antracomante procurei nas pedras do carvão...
Só tive desilusão...
Deixei de limpar minha casa...
Para ver o futuro na teia de aranha...
Joguei dados ao ar...
Na saga de respostas encontrar...
Livros abertos ao acaso consultei...
Sonhos quis traduzir...
Com a borra do café quase me engasguei...
Folhas de chá fiz...
Nenhuma resposta encontrei...
No espelho divindades invoquei...
Deuses antigos e demônios consultei...
Adivinhando nas chamas me queimei...
Cera derretida queimou minha mão...
Até com crânio de defunto...
Mexi em caixão...
Cebola, cristal, peneiras...
Desisti dessas besteiras...
Fígado de animais sacrificados arranquei...
Incensos ascendi...
E nada eu vi...
Peguei serpentes para consultar...
Ao céu olhei as aves a voar...
Quiromante minha mão dei...
Cartomante tarot, baralho cigano consultei...
Varinha mágica confeccionei...
Runas joguei...
Movimento da lua tracei...
Livro de São Cipriano comprei...
Todas forma de adivinhação...
Todo tempo foi perdido...
Isso agora eu compreendo...
E agora eu lhe digo....
O amanhã a Deus pertence...
E por mais que a gente...
Quer saber o que temos à frente...
Não procuro mais...
Nada disso hoje já não me satisfaz...
Conselho não me pediu mas vou lhe dar...
A semeadura é livre...
A colheita é certa...
Siga seu coração...
Mas nunca abandone sua intuição...
Sandro Paschoal Nogueira
http://conservatoriapoeta.blogspot.com
Será que a adivinha adivinha...
O que desejo saber ?
No amanhã...
Que irá me acontecer ?
O passado já sei...
Não precisa me dizer...
Quero saber...
Como minha vida vai ser...
Mãe de santo ialorixá...
Será que vão os orixás me ajudar?
Em ventos e nuvens procurei aeromante...
Comi muitos biscoitos da sorte...
Tive até indigestão...
Um antracomante procurei nas pedras do carvão...
Só tive desilusão...
Deixei de limpar minha casa...
Para ver o futuro na teia de aranha...
Joguei dados ao ar...
Na saga de respostas encontrar...
Livros abertos ao acaso consultei...
Sonhos quis traduzir...
Com a borra do café quase me engasguei...
Folhas de chá fiz...
Nenhuma resposta encontrei...
No espelho divindades invoquei...
Deuses antigos e demônios consultei...
Adivinhando nas chamas me queimei...
Cera derretida queimou minha mão...
Até com crânio de defunto...
Mexi em caixão...
Cebola, cristal, peneiras...
Desisti dessas besteiras...
Fígado de animais sacrificados arranquei...
Incensos ascendi...
E nada eu vi...
Peguei serpentes para consultar...
Ao céu olhei as aves a voar...
Quiromante minha mão dei...
Cartomante tarot, baralho cigano consultei...
Varinha mágica confeccionei...
Runas joguei...
Movimento da lua tracei...
Livro de São Cipriano comprei...
Todas forma de adivinhação...
Todo tempo foi perdido...
Isso agora eu compreendo...
E agora eu lhe digo....
O amanhã a Deus pertence...
E por mais que a gente...
Quer saber o que temos à frente...
Não procuro mais...
Nada disso hoje já não me satisfaz...
Conselho não me pediu mas vou lhe dar...
A semeadura é livre...
A colheita é certa...
Siga seu coração...
Mas nunca abandone sua intuição...
Sandro Paschoal Nogueira
http://conservatoriapoeta.blogspot.com
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