TU MINHA ÁRVORE SEM NOME
Tu
minha árvore sem nome, história sem tempo,
meu leito de abandono e deserção,
Raiz
adventícia da esplendorosa Primavera em gestação.
Folha
seminal, trifoliada, oval, orbicular, lobada,
folha de ouro, herança de à terra vinculada.
Âmago
de todas as luminescências que me habitam
crepúsculos incandescentes, impossíveis que me invitam.
Mas tu,
agora gota, agora água, agora arco-íris diluído em mágoa, agora,
água-régia
que embriaga e dissolve em aguarelísticas imagens
esta paz cruxiforme das paisagens.
Recantos
de pureza inesperada, são teu berço, teu braço, teu insólito regaço,
meu céu debutante e sem cansaço.
Oh natureza curvilínea,
de cíclicos e solenes retornos sobre a terra!
Só tu,
sempre estas águas, mansamente debruçadas
sobre minhas esquivas margens escarpadas....
-
Carla Furtado, in "Entre o Sono e o Sonho - Antologia de Poetas Contemporâneos"
minha árvore sem nome, história sem tempo,
meu leito de abandono e deserção,
Raiz
adventícia da esplendorosa Primavera em gestação.
Folha
seminal, trifoliada, oval, orbicular, lobada,
folha de ouro, herança de à terra vinculada.
Âmago
de todas as luminescências que me habitam
crepúsculos incandescentes, impossíveis que me invitam.
Mas tu,
agora gota, agora água, agora arco-íris diluído em mágoa, agora,
água-régia
que embriaga e dissolve em aguarelísticas imagens
esta paz cruxiforme das paisagens.
Recantos
de pureza inesperada, são teu berço, teu braço, teu insólito regaço,
meu céu debutante e sem cansaço.
Oh natureza curvilínea,
de cíclicos e solenes retornos sobre a terra!
Só tu,
sempre estas águas, mansamente debruçadas
sobre minhas esquivas margens escarpadas....
-
Carla Furtado, in "Entre o Sono e o Sonho - Antologia de Poetas Contemporâneos"
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski