DANCEI NUM POEMA
Dancei num poema de lâminas afiadas
Enquanto a minha alma voava de mim
Nas palavras que a carne exercia
De aguçadas feridas
Memórias solitárias de fundas raízes
Feroz transparência da própria carne
O inferno rebenta contra os rochedos
Mar impiedoso onde sustenta o abismo
Enterra a memória de todos caminhos
Alma de lâminas, saradas feridas
Dancei num poema, sentido feroz
Vidas vividas de perpétuas saudades
Dancei num poema de bravos costumes
De florida piedade, pó na alvorada
Fôlego em silêncio, súplicas de fogo
Sangue num corpo morto de afiada poesia
Enquanto a minha alma voava de mim
Nas palavras que a carne exercia
De aguçadas feridas
Memórias solitárias de fundas raízes
Feroz transparência da própria carne
O inferno rebenta contra os rochedos
Mar impiedoso onde sustenta o abismo
Enterra a memória de todos caminhos
Alma de lâminas, saradas feridas
Dancei num poema, sentido feroz
Vidas vividas de perpétuas saudades
Dancei num poema de bravos costumes
De florida piedade, pó na alvorada
Fôlego em silêncio, súplicas de fogo
Sangue num corpo morto de afiada poesia
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