Após o por do sol a maresia retira-se inundada
Por ondas incandescentes, felizes…em debandada
Comemora-se a solidão dormitando fecundada

Após o por do sol estagna uma luminescência longínqua
Instiga a escuridão que ali se acoita medonha e intimidada
Bebe cada palavra que se afogou nesta maré quase sedada

Após o por do sol cada hora fenece solitária e refastelada
Reinventa e revive toda a caricia que se estilhaça endoidada
Desperta no apogeu de ensurdecedoras gargalhadas desvendadas

Frederico de Castro
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