De olhos abertos
Abri a porta.
Ganhei a rua.
Desci um pouco.
Voltei.
Tranquei a porta.
Três, quatro,
cinco vezes.
Se eu vivesse no presente,
E não no passado, eu teria
Com toda certeza do mundo,
Deixado a porta destrancada.
Mas, como se já não bastasse
Toda essa caminhada morro abaixo,
Me parece que essa última vez que eu pisquei,
Foi, na verdade, a primeira vez que abri os olhos.
Eu subo a rua.
Destranco a porta,
E tranco de novo.
Nove, dez,
Vinte vezes.
Ganhei a rua.
Desci um pouco.
Voltei.
Tranquei a porta.
Três, quatro,
cinco vezes.
Se eu vivesse no presente,
E não no passado, eu teria
Com toda certeza do mundo,
Deixado a porta destrancada.
Mas, como se já não bastasse
Toda essa caminhada morro abaixo,
Me parece que essa última vez que eu pisquei,
Foi, na verdade, a primeira vez que abri os olhos.
Eu subo a rua.
Destranco a porta,
E tranco de novo.
Nove, dez,
Vinte vezes.
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