SEARAS DO MAR PERDIDAS
Falta-me o fôlego já foge-me a luz
Nas searas de bilros que deixam sangue
Estremece-me o corpo de bordar sentir
Rendas brancas da sombra do medo
Olho para lá do labirinto dos espíritos
Cemitério de tantos livros esquecidos
Regaço de negras flores, perdidas em mim
Cesta de verga velha num canto lá de casa
Anjo da alma esquecido entre o inferno
Primata no corpo, reverso em faisca ténue
Voz do silêncio, mendigo de tantos caminhos
Brinco no mar de abraços, onde tu descansas
Nas searas de bilros que deixam sangue
Estremece-me o corpo de bordar sentir
Rendas brancas da sombra do medo
Olho para lá do labirinto dos espíritos
Cemitério de tantos livros esquecidos
Regaço de negras flores, perdidas em mim
Cesta de verga velha num canto lá de casa
Anjo da alma esquecido entre o inferno
Primata no corpo, reverso em faisca ténue
Voz do silêncio, mendigo de tantos caminhos
Brinco no mar de abraços, onde tu descansas
Comentários (4)
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Judite Sousa
2020-06-24
Tantos livros por ler! beijos
Antonio Fonseca
2020-06-21
Amei o poema. Dos caminhos do campo para abraçar o mar.
Luz Fontes
2020-06-21
Belos poemas e pensamentos obrigado pela partilha
Luz Fontes
2020-06-21
Como gosto das searas de seco trigo entre o nevoeiro da serra fugindo para o mar
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