Saudades da mata

Não sei servir, incapaz de seguir, 

Não sei mandar, o entendimento 

É um momento perdido a priori

O desalento ex ante e a posteriori

Subo e desço picos de sentir,

A fotografia do fatal descarrilamento.


Porque hoje fui centenas de coisas,

Julguei e perpetuei mil erros e vícios

E não há sensação de sucessos vitalícios,

Menos opção de publicação post mortem,

Apenas garatujas e arrazoado revisitados

Inconformados na nuvem que amanhã

O conteúdo de ontem é o oblívio dos apressados.


Hoje a velocidade é fundamental

Sendo que o meu estado mental

Uma entidade natural de Testudines tortuga

Lembra a oclusão dos infantes em portuga

Lentos viajantes na areia até ao mar hostil

Taxa de mortalidade como estas ideias mil.


O meu maior inimigo não consegue dormir,

Reflete mil cenários, obtuso, alternativo advir

E sempre coloca a hipótese do término como benção

Decisão contra natura numa figura de explosão,

Ateu, crente, anarquista, monárquico, autocrático.


Amo tanto a aparência de semblante

Do semelhante com o qual me cruzo

Mesmo sabendo que é a máscara que fingiu

Mesmo conhecendo os farrapos da persona que vestiu 

Sem parar penso, como foi que este também não fugiu?

Um Dia umbilical cortado ulmeiro libertado, 

Morrerei em pé, sentirei a seiva do enclausurado,

Sem nave nem catedral, um mal morto de pé

Ser sem fé, demais café, doente do pé, sassi pererê

Deixou o cachimbo, saudades da mata, acabada a prata. 


 
















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