DEIXE-ME IR
Não posso mais suportar, não há tréguas, passe a régua e deixe o caldo entornar. Não há mais vivência neste lar. Está tudo acabado o amor foi derrotado já não nos resta lastimar. Ó ingratidão quem te convidou? Como pôde ser capaz de se manter em cartaz? Saiba que o amor por ti recuou. E assim foi passando o tempo e você não deu conta de todos os eventos que tiram e roubam a paz, ferro com ferro se açula e o convívio macula não voltando atrás. Mais uma vez acreditei, outra vez me enganei sem pensar, escolhi uma porta que me levou a uma derrota sem par. Agora ando aborrecido, somente Deus ouve o meu gemido quando me ponho a orar. Faltou-me com o respeito e já não vejo mais jeito de o tempo prolongar, feriu o meu coração causando um desgosto profundo, lançou em meu rosto palavras próprias para um vagabundo. Abriu-me os olhos, então vi tudo o que havia ignorado, tudo perdeu o sentido e para mim está muito mais que encerrado, toda paciência e tolerância não foram suficientes para conter a sua ignorância. Preciso ir, quero deixar bem claro, não me incomode, é um desejo raro, com muita sinceridade te digo que acabou, busco a eternidade, não consertar com a bondade resquícios do que não frutificou.
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