DESVENTURAS NO AMOR
Sem músicas, folguedo e alegria,
Sem largos sorrisos no meu rosto,
Nem companhia em mais um dia,
Na solidão e no desgosto.
Sem a presença dos filhos,
Sem o amor de quem quer que seja,
Sem armas para apertar os gatilhos,
Nem a paz que muito se almeja.
Assim se vai a vida como a erva,
Assim se secam as flores,
Se ninguém mais me preserva,
Sou mais afligido pelas dores.
Quantas coisas belas aos olhos,
Mas tudo sem graça ao coração,
Como a alma presa em ferrolhos,
E o paladar insípido na refeição.
É a minha malograda sorte,
Buscando no amor satisfação,
Desiludido só Deus me conforte,
Antes que a morte seja meu chão.
Sem largos sorrisos no meu rosto,
Nem companhia em mais um dia,
Na solidão e no desgosto.
Sem a presença dos filhos,
Sem o amor de quem quer que seja,
Sem armas para apertar os gatilhos,
Nem a paz que muito se almeja.
Assim se vai a vida como a erva,
Assim se secam as flores,
Se ninguém mais me preserva,
Sou mais afligido pelas dores.
Quantas coisas belas aos olhos,
Mas tudo sem graça ao coração,
Como a alma presa em ferrolhos,
E o paladar insípido na refeição.
É a minha malograda sorte,
Buscando no amor satisfação,
Desiludido só Deus me conforte,
Antes que a morte seja meu chão.
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