Difícil compreender
As vicissitudes da vida
Obrigam-te a mudar,
E mesmo perdida
Incompreendida,
Tiveste que ignorar,
Avançar, chorar.
Limpaste as lágrimas
Percebeste bem cedo
Que ninguém vai reparar
No tormento, no medo,
Que estás a suportar.
O dia passa
A noite vem
Tu superas, esperas
Esperas por ninguém.
Tu não és gente
És revolver sem bala
Boné sem pala
Incontinente,
Persistente.
És dona de casa,
Com trabalho dobrado,
Pões a mesa,
Arrumas o calçado,
Ouves o malcriado,
Consertas o armário,
E tudo sem salário.
Não tens direitos
Desprezam os teus feitos,
Os teus desejos.
Estás na mão
Da nossa ambição,
Resistes, persistes,
Calada,
Envergonhada, destroçada.
De pé, deitada,
Sem ser amada
Por mim
Sim, por mim.
Vou-te prometer
Sem temer
Amar-te,
Ouvir-te,
Abraçar-te.
Existo,
Porque tu existes.
Vivo,
Porque tu vives.
Respiro,
Porque tu respiras.
Expiras
Inspiras-me
A avançar
No teu colo
Me deitar
No teu ombro
Repousar.
Eu vou mudar
Vou mostrar
Que te amo
Que te respeito
Do meu jeito
Imperfeito
De filho.
para mãe.
Obrigam-te a mudar,
E mesmo perdida
Incompreendida,
Tiveste que ignorar,
Avançar, chorar.
Limpaste as lágrimas
Percebeste bem cedo
Que ninguém vai reparar
No tormento, no medo,
Que estás a suportar.
O dia passa
A noite vem
Tu superas, esperas
Esperas por ninguém.
Tu não és gente
És revolver sem bala
Boné sem pala
Incontinente,
Persistente.
És dona de casa,
Com trabalho dobrado,
Pões a mesa,
Arrumas o calçado,
Ouves o malcriado,
Consertas o armário,
E tudo sem salário.
Não tens direitos
Desprezam os teus feitos,
Os teus desejos.
Estás na mão
Da nossa ambição,
Resistes, persistes,
Calada,
Envergonhada, destroçada.
De pé, deitada,
Sem ser amada
Por mim
Sim, por mim.
Vou-te prometer
Sem temer
Amar-te,
Ouvir-te,
Abraçar-te.
Existo,
Porque tu existes.
Vivo,
Porque tu vives.
Respiro,
Porque tu respiras.
Expiras
Inspiras-me
A avançar
No teu colo
Me deitar
No teu ombro
Repousar.
Eu vou mudar
Vou mostrar
Que te amo
Que te respeito
Do meu jeito
Imperfeito
De filho.
para mãe.
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