HOJE
Hoje estou
Só entre palavras
Que teimam em permanecer
Como pedras
Silentes e paradas
No livro branco onde me habito.
Perdi-me das horas que restavam
E o crepúsculo emergiu por mim
Excessivamente adentro,
Em escuridão descompassada.
Em vão, uma chama bruxuleante arde
Como estrela imperturbável
(...pudesse a beleza transformar-me …)
Arde como um incêndio que grassa
Nas montanhas. Mas, ao longe…
Onde não queima, não aquece,
Não se extingue, nem permanece,
Onde é apenas um fulgor a acender
De luz um céu dolente,
E em mim
Um desejo de arder somente
Sem palavras e sem gestos.
Uma certeza: de ser mais
Do que um rosto incógnito
Na noite inalterável.
Talvez uma alma que se consome em outra Alma
Talvez um átomo de luz a clarear a noite
A minha, a tua, a nossa noite
A noite dos desalumbrados.……
Só entre palavras
Que teimam em permanecer
Como pedras
Silentes e paradas
No livro branco onde me habito.
Perdi-me das horas que restavam
E o crepúsculo emergiu por mim
Excessivamente adentro,
Em escuridão descompassada.
Em vão, uma chama bruxuleante arde
Como estrela imperturbável
(...pudesse a beleza transformar-me …)
Arde como um incêndio que grassa
Nas montanhas. Mas, ao longe…
Onde não queima, não aquece,
Não se extingue, nem permanece,
Onde é apenas um fulgor a acender
De luz um céu dolente,
E em mim
Um desejo de arder somente
Sem palavras e sem gestos.
Uma certeza: de ser mais
Do que um rosto incógnito
Na noite inalterável.
Talvez uma alma que se consome em outra Alma
Talvez um átomo de luz a clarear a noite
A minha, a tua, a nossa noite
A noite dos desalumbrados.……
Comentários (1)
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2013-12-23
Muito longe de estarmos sós quando nos celebramos em catarses neste mar de tormentas e escritas de sol poente... Vou-me continuar a perder na sua poesia entretanto, Parabéns sinceros
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