Fronteiras do Ser
Olhei-me inteira
como se fizesse um inventário da vida
Estava plena
Nada me impedia
As marcas são sinais de um percurso
Por que acioná-las agora?
Melhor é deixá-las com o sentido que têm
Do tempo que se foi
Acúmulo apenas
Aprendizados há em demasia
Dores sangradas e cicatrizes curadas
Atos de fé
Ternuras somadas às noites infindas
Caminhadas por trilhas e estradas largas
Sorvo essas lembranças fixadas em meu corpo
Olho, vejo, miro
Reparo
Volto no tempo devagarinho
Conto estrelas
Da janela vejo o Cruzeiro do Sul
Constelação de minha infância
Sempre presente em mim
Porque apagar essas marcas grisalhas
que tantas memórias me trazem?
As tintas já não conseguem ocultar
a imagem que assoma ao espelho
Estou plena
A luz resplandesce e ilumina o meu rosto
Há uma juventude passada
Outra se apresenta
a me cobrar coragem
O ser pede licença, agora Sou.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski