O VÍCIO QUE O ABORDA
À beira do colapso a mente gira, num pequeno lapso o corpo conjura, e os olhos se confundem entre o real e o imaginário. Salário de sangue nas mãos, enlouquecido em questões sem sentido. Os gritos são de pânico e horror, o cenário causa torpor, tem que ser ilusório. Dá gargalhadas sinistras, dança, corre e pula, em fragmentos de memórias sua insanidade estimula. Está livre de culpa quando se acorda, o coração acelera quando se recorda, mas está preso no vicio que o aborda, que o leva ao sonho inquietante, que transforma a irrealidade em cena chocante nos confins do mundo da surrealidade. Tem tics acordado, parece que vive do outro lado, fala sem nexo sem muito cuidado, o vício que o aborda já o tem dominado.
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