Impetus
Sigo numa constante leitura do mundo
Entre o ímago e o consciente existo
O pensamento em sua magia
me embala num doce devaneio
Me sopra palavras
em sibilos e sussurros
Trás os montes
Quixará
Cariús
Quincuncá
Villejuif
Opara
(...)
Alucino !
O tempo não conta
Do alvorecer ao ocaso
os sons fazem-se Manifesto
Sou salva a cada palavra
que me chega com suavidade ou ímpeto
Uma constante sinfonia
reverbera nos corredores da minha alma
Me tira do abismo
e lança-me nas profundezas do ser
Fantasmagorias misturam-se no livre território do inconsciente
Sou agora uma Gramática do Absurdo
Confio na melodia e poética de Artaud
Desconfio das regras gramaticais das academias
e vôo, vôo,vôo !
Atravesso os Andes e o Himalaia
Vou até a Estação Finlândia
Transponho os sertões
Vôo sem tréguas.
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