O que não me pinga
Do lábio que toco,
Não me pinga nada,
a não ser a água límpida incolor
que me goteja,
me faz transparecer nas linhas verdes das minhas veias,
que ultrapassam meus anéis prata,
polvilham doçura de um lábio quente,
da pele macia e bruta,
que me encontra na tentativa falha de um entrelaçar de seres frios,
na massiva e orgulhosa áurea,
no qual rouba, esmaga e me beija no final.
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