02/12/2007
sei que nada sei,
ignorante pois serei,
e por nada saber
ignorante queria ser,
para desconhecer esta ignorância,
e tudo o que ela me fez perceber...
felizes tempos de infância,
em que o tempo passava a correr,
enquanto aquilo a que dava importância,
acabou por se esquecer
nas vulgares questões do ser,
no constante vai e volta
da minha intermitente consciência,
na palavra que se solta,
de quem vive na indolência,
numa alma que se revolta,
com toda esta displicência.
ignorante pois serei,
e por nada saber
ignorante queria ser,
para desconhecer esta ignorância,
e tudo o que ela me fez perceber...
felizes tempos de infância,
em que o tempo passava a correr,
enquanto aquilo a que dava importância,
acabou por se esquecer
nas vulgares questões do ser,
no constante vai e volta
da minha intermitente consciência,
na palavra que se solta,
de quem vive na indolência,
numa alma que se revolta,
com toda esta displicência.
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