Silêncio incontrolável



Das profundezas da manhã fantástica e vibrante
Submerge aquele avassalador silêncio incontrolável
Ao rubro fica a vida deambulando por ali inabalável

Discreta e inconstante a solidão irrompe devorante
Celebra com meiguice a malandrice desta inspiração instável
Que desampara e desfragmenta este verso tão permeável

Num derradeiro suspiro cada brisa desnuda-se apoteótica
Tem como aliada toda esta imensa emoção insofismável
Tão incólume como um breve silêncio que ali se afoga inevitável

Frederico de Castro
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