Solidão queima-me as entranhas
Apago as velas aniversário sozinho,
apago os cigarros e desfaço as cinzas,
que ainda aquecem o quarto vazio,
apago as pegadas,
que deixaste dispersas pela casa,
e deixo que me ardam as entranhas,
pouco a pouco,
bem cá no fundo, fico sangrando,
como um animal ferido, sem dono,
sem lugar onde ficar,
assim sinto-me a morrer devagar,
o meu pobre coração quer sangrar a alma de vez,
dói tanto, tanto, uma dor sem limites,
esta e a dor dos mais aflitos...
Luzern, 14.07.2016, Joao Neves...
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