Migalhas cíclicas.
Era filha de mãe solteira, que deixou de estudar pra trabalhar e dar o que comer a criança, que depois de crescida jurou que sua vida seria diferente da vida da mãe. Estudaria, faria faculdade, seria alguém importante.
Mas então conheceu um jovem e por ele enamorou-se, e jurou que seriam felizes, porque ele a amava e a tratava como uma princesa. Cuidava dela, tomava as decisões por ela, assim ela não precisava se preocupar com nada. Até adivinhava seus pensamentos. Quando ela engravidou, ele não fez como seu pai, que sumiu, ele a levou pra morar com ele. Na pequena casa que ele dividia com a mãe e mais dois irmãos. Não era exatamente como ela tinha sonhado, mas ela estava feliz. Quando a barriga estava muito grande, ele achou melhor que ela abandonasse a escola, afinal, era muito cansativo e o bebê poderia nascer a qualquer momento. Mas depois ela voltaria, claro.
O bebê nasceu, ela nunca mais voltou pra escola, não trabalhava, ele não permitia, afinal, teria que ganhar um excelente salário pra valer a pena deixar o pequeno com alguém, mas sem estudo, só teria pequenos trabalhos com salários mínimos e ela estava feliz, não queria contrariá-lo.
Cada vez que precisava de algo, pedia ao jovem marido que nem sempre podia dar. E com o tempo, ele passou a se irritar cada vez que ela lhe pedia algo. E pra não precisar ouvir as "lamentações" da esposa, saia do trabalho e ficava no bar até altas horas e quando chegava em casa, a esposa e o filho já dormiam. E seguiram a vida assim. Ele fugindo e oferecendo migalhas, enquanto ela se lembrava de quando sonhava em ter uma vida diferente da vida que a mãe teve.
(Gi Oliveira)
Mas então conheceu um jovem e por ele enamorou-se, e jurou que seriam felizes, porque ele a amava e a tratava como uma princesa. Cuidava dela, tomava as decisões por ela, assim ela não precisava se preocupar com nada. Até adivinhava seus pensamentos. Quando ela engravidou, ele não fez como seu pai, que sumiu, ele a levou pra morar com ele. Na pequena casa que ele dividia com a mãe e mais dois irmãos. Não era exatamente como ela tinha sonhado, mas ela estava feliz. Quando a barriga estava muito grande, ele achou melhor que ela abandonasse a escola, afinal, era muito cansativo e o bebê poderia nascer a qualquer momento. Mas depois ela voltaria, claro.
O bebê nasceu, ela nunca mais voltou pra escola, não trabalhava, ele não permitia, afinal, teria que ganhar um excelente salário pra valer a pena deixar o pequeno com alguém, mas sem estudo, só teria pequenos trabalhos com salários mínimos e ela estava feliz, não queria contrariá-lo.
Cada vez que precisava de algo, pedia ao jovem marido que nem sempre podia dar. E com o tempo, ele passou a se irritar cada vez que ela lhe pedia algo. E pra não precisar ouvir as "lamentações" da esposa, saia do trabalho e ficava no bar até altas horas e quando chegava em casa, a esposa e o filho já dormiam. E seguiram a vida assim. Ele fugindo e oferecendo migalhas, enquanto ela se lembrava de quando sonhava em ter uma vida diferente da vida que a mãe teve.
(Gi Oliveira)
Comentários (3)
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2020-07-15
Viver é apostar constantemente na vida! Abraços Gi
gioliveira
Autor
2020-07-14
Exatamente meu amigo. Uma triste verdade!
2020-07-14
Uma história de muitas vidas, que. Se repete e repetirá ainda por muito tempo.
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