Concílio dos silêncios

Dobrando a esquina do tempo o tempo
Reconcilia-se com a solidão tão arrogante
Extasia-se e acaricia a maresia vadia e flamejante
No concilio dos silêncio grassam orações tranquilizantes
Alicerça-se a fé congregada por emoções exorbitantes
Confinam-se tantos bramidos divagando tão dissonantes
A pairar no cadafalso do tempo enfurecido e errante
Resplandece uma luminescência quase feroz e inebriante
Toda ela aliada deste amblíope silêncio mais e mais litigante
Frederico de Castro
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