O derramar no papel
Eu deito todos os dias com minha poesia,
e ela me arrebata e engasga,
as palavras me atenuam,
são agressivas, invadem,
são agressivas, invadem,
me enlaçam e vão me consumindo,
quando vejo,
é apenas a manhã chegando,
e não é noite, já é dia,
a poesia me faz confundir as horas e as alegrias.
Minhas mãos me descrevem bem,
carregam no grafite meus caminhos,
e vão me rasgando no verbo,
me despejam num papel qualquer.
Eu gosto de me derramar pra poesia,
quando vejo já estou arrebatada,
pregada numa palavra e entregue ao tempo que aquele papel rasurado durar.
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ademir domingos zanotelli.
2026-04-21
A poetiza Thaís Fontenelle - parabéns pelos textos... poéticos... são de uma leveza incrível . me visite por favor. ademir. para fazer leituras de meus textos. pois ficaria muito agradecido - ademir.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski