O derramar no papel
Eu deito todos os dias com minha poesia,
e ela me arrebata e engasga,
as palavras me atenuam,
são agressivas, invadem,
são agressivas, invadem,
me enlaçam e vão me consumindo,
quando vejo,
é apenas a manhã chegando,
e não é noite, já é dia,
a poesia me faz confundir as horas e as alegrias.
Minhas mãos me descrevem bem,
carregam no grafite meus caminhos,
e vão me rasgando no verbo,
me despejam num papel qualquer.
Eu gosto de me derramar pra poesia,
quando vejo já estou arrebatada,
pregada numa palavra e entregue ao tempo que aquele papel rasurado durar.
Comentários (1)
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Ademir domingos zanotelli.
2026-04-21
A poetiza Thaís Fontenelle - parabéns pelos textos... poéticos... são de uma leveza incrível . me visite por favor. ademir. para fazer leituras de meus textos. pois ficaria muito agradecido - ademir.