O derramar no papel
Eu deito todos os dias com minha poesia,
e ela me arrebata e engasga,
as palavras me atenuam,
são agressivas, invadem,
são agressivas, invadem,
me enlaçam e vão me consumindo,
quando vejo,
é apenas a manhã chegando,
e não é noite, já é dia,
a poesia me faz confundir as horas e as alegrias.
Minhas mãos me descrevem bem,
carregam no grafite meus caminhos,
e vão me rasgando no verbo,
me despejam num papel qualquer.
Eu gosto de me derramar pra poesia,
quando vejo já estou arrebatada,
pregada numa palavra e entregue ao tempo que aquele papel rasurado durar.
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ademir domingos zanotelli.
2026-04-21
A poetiza Thaís Fontenelle - parabéns pelos textos... poéticos... são de uma leveza incrível . me visite por favor. ademir. para fazer leituras de meus textos. pois ficaria muito agradecido - ademir.
Outros poemas de participantes
Naturalmente ! - 28/07/2026
Quebrarei o tédio do cotidiano
Ouvindo o silêncio das palavras
No ritmo da vida, qual cigano
Naturalment…
Armando A. C. Garcia
Quedo-me penseroso ! - 29/07/2026
No silêncio quedo-me penseroso
Avaliando se tal se pode aferir,
O louco amor rutilante misterioso,
Que espre…
Armando A. C. Garcia
Sob as ondas da vida ! - 31/07/2026
Na aspérrima estrada da vida
Tortuosa onde brada o pavor,
E estrondeia a ira incontida
Em inúteis furores de s…
Armando A. C. Garcia
Assimétricos destinos ! - 01/08/2026
Tem gente de corpo limpo e alma suja,
E tem gente de corpo sujo, e alma limpa.
São assimétricos os seus procedimentos …
Armando A. C. Garcia