Já me faltam forças
Escuto os últimos pulsares
Desse meu coração agora frígido
Quem já o vira antes não sabia que podia se petrificar
Nem a eternidade será infinita
O que dirá desse meu pensar
Mente pobre e sem poder
És a culpada do meu desabar
Caio aqui diante de tua lembrança
Que um dia foi sua presença
E evaporo por sua inconsequência
Agora na hora de partir consigo te ver melhor
Vejo-te nua como realmente é
Vejo-te pobre de carinho
Quis-te tanto dar e nunca dele quis alimentar-se
Não perderei mais meu tempo nem para te ver implorar
Não reconheço mais a mim mesmo
Mas agora conheço você
Como nenhum outro antes de mim
Parto vendo o quanto pobre me tornei
Mas algo guardarei para mim
Meu ultimo suspiro
Ao menos o ultimo será meu
Já que todos e tudo antes foram para você
Apenas nos braços da eternidade te vi melhor
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