Justamente só...

Num derradeiro olhar o tempo vislumbra
Aquele silêncio que medra sob os feitos
De uma bebedeira de emoções promiscuas
Deixa arrítmica quaisquer caricias tão profícuas
Justamente só, a solidão hábil, perita e sagaz
Abaliza uma hora confinada entre as reticências
De uma esperança calorosamente afável e complacente
São os efeitos colaterais de cada faminto desejo conivente
Frederico de Castro
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