Sob a batuta do tempo

Sob a batuta do tempo o tempo orquestra
Um eco possante, robusto, quase chocante
Todo ele se renova, fecundo, farto e jactante
Sob a batuta do tempo cada hora fenece a jusante
Energisa a noite encantadora, sequiosa e devorante
Apascenta cada ai anónimo, constrangido e tão gigante
Sob a batuta do tempo a solidão amadurece irredutível
Inunda nossos olhares resgatados num lamento inflexível
Cicatriza cada emoção empolgada e absolutamente incorruptível
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha