Esconderijos
algumas poltronas me intimidam,
algumas noites me iluminam,
algumas danças me aquecem,
alguns soníferos me acordam
e eu me preocupo com o que é real.
algumas palavras me decepcionam
alguma me dá razão suficiente
para a determinação
e viver.
algumas páginas me empurram
contra a parede
algumas sombras me entorpecem
e eu me perco num labirinto de palavras.
algumas vezes não me sinto segura nos dias
nem nas noites
e meus sonhos são uma mostra real
do exaspero
do suspiro
do desejo
de me enturmar com a realidade presente.
algumas olhadelas me deixam
erguida num fundo infindo
dum vale de desconhecidos sentimentos
dentro de mim.
algumas vezes por dia
não me conheço, não me abalo,
não me esqueço
e me acalmo.
o passar dos dias me faz crer
que sou real, sou concreta
sou existência,
sou espiral de muitas de mim reunidas
geometricamente,
enlouquecidamente
desejando ser menos tímida.
algumas noites me iluminam,
algumas danças me aquecem,
alguns soníferos me acordam
e eu me preocupo com o que é real.
algumas palavras me decepcionam
alguma me dá razão suficiente
para a determinação
e viver.
algumas páginas me empurram
contra a parede
algumas sombras me entorpecem
e eu me perco num labirinto de palavras.
algumas vezes não me sinto segura nos dias
nem nas noites
e meus sonhos são uma mostra real
do exaspero
do suspiro
do desejo
de me enturmar com a realidade presente.
algumas olhadelas me deixam
erguida num fundo infindo
dum vale de desconhecidos sentimentos
dentro de mim.
algumas vezes por dia
não me conheço, não me abalo,
não me esqueço
e me acalmo.
o passar dos dias me faz crer
que sou real, sou concreta
sou existência,
sou espiral de muitas de mim reunidas
geometricamente,
enlouquecidamente
desejando ser menos tímida.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*