Um corpo que vai
Quando eu passo para lá, as pessoas de aquém
Perguntam, extasiadas, o meu nome, quem eu sou
Por que a minha pressa, para onde é que eu vou
Mas para os que choram também, respondo que sou ninguém
Flâmulas negras hasteadas no céu estralado
Trazem nuvens carregadas de embriaguez
Para as quiméricas noites repletas de sensatez
Pouparem-me do terror de ser julgado
Ainda que em boa hora a maré venha a subir
A água doce que cai do céu se exalta
E as taças de vinho sentem a minha falta
Mesmo que eu não tenha algum lugar para ir
Chorar do lado de cá não trará nenhuma lembrança
Talvez, partindo para lá, minh'alma encontre esperança
Perguntam, extasiadas, o meu nome, quem eu sou
Por que a minha pressa, para onde é que eu vou
Mas para os que choram também, respondo que sou ninguém
Flâmulas negras hasteadas no céu estralado
Trazem nuvens carregadas de embriaguez
Para as quiméricas noites repletas de sensatez
Pouparem-me do terror de ser julgado
Ainda que em boa hora a maré venha a subir
A água doce que cai do céu se exalta
E as taças de vinho sentem a minha falta
Mesmo que eu não tenha algum lugar para ir
Chorar do lado de cá não trará nenhuma lembrança
Talvez, partindo para lá, minh'alma encontre esperança
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