Beijos
BEIJOS
Há beijos que fogem da boca,
escorregam com calma,
deslizam pela medula,
e alcançam a palma da alma
Beijos sorrateiros,
de aspecto desejante,
misteriosos e vultosos,
de sabor errante,
Há beijos que são carne viva,
de lábios rubros de fogo,
Beijos que queimam o juízo,
e calam o último rogo,
Beijos inesperados,
embora cem vezes suplicados,
são espontâneos como a poesia,
e a paixão dos desesperados,
Há beijos que nos transportam,
para onde o corpo fica mais quente,
as palavras não alcançam,
e o tempo não se sente
Não importa a cor do destino,
não haverá no mundo,
ainda que cheio de desatino,
amor, sem um beijo perdido pelo caminho...
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*