‘Infinitassílabo’
Caneta pega a mão, um poema laça.
_Faça um soneto; tipo: outro planeta.
Maçaneta a girar, alma se espaça.
Taça sabor, leveza borboleta.
Caderneta não cabe; papel caça.
Vidraça se abre; essência é veneta.
Corneta de anjos, nuvem esfumaça.
Arruaça de versos, pirueta.
Gaveta poesia que me abraça.
Embaça minha vista qual cegueta.
Ampulheta do meu amor: uma graça!
Devassa me faz; quase uma ninfeta.
Cometa tantos verbos, letra escassa.
Traça o ‘infinitassílabo’ porreta.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
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