TAPERAPUAN
Paulo Sérgio Rosseto
Das tantas pedras seguras
A que mais me traz ternura
E arrefece a minha alma de encanto
Está em Taperapuan
É uma poliforme rocha
Esconde seus viços na água
Refastela algas e lodos inquieta
E some quando a maré lhe amansa
Depois enquanto ronca a vazante
Aflora abundante molhada
Crescendo crescendo rebelde
Imponente majestosa encantada
Feito uma índia morena
Meio pedra meio dama
Verossimilhança da deusa
Que nos meus braços descansa
Eu tão marujo e barqueiro
Nada faço senão a canto
Enquanto ela em mim irrequieta
Friamente se recosta e dorme
Alentando meu viver de poeta
www.psrosseto.com.br
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