Insônia do Morto
Por favor, imploro, não deixe a noite cair
Papéis, tantos amassados
Pulsos, tantos cortados
Mas a tinta vermelha ainda há de fluir
Quero morrer, não dormir
Talvez seja o fato de não querer acordar
Mas acordo... não queria
Uns imploram para acabar,
outros rezam por mais um dia
Na terra dos mortos,
vejo um sonho
impregnando tudo que componho
Na terra dos sonhos,
vejo a morte
uma caneta e um corte
tão subversivo
mas ainda submerso
Não! Imploro! Não me leve pro próximo excesso
Quem? Quem deu-me outro dia?
Quem me trouxe até o último verso?
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