CURIOSIDADE
Em duas horas escrevo apenas uma palavra:
Saudade... saudade... saudade...
As visões que me perseguem nas noites
compridas – são sombras que se misturam
a realidade e me produzem calafrios...
As confissões de amor que morrem
na garganta – são como os espinhos
(as rosas que colhemos para serem pisadas).
À noite, fecho as portas – e sento-me
à mesa da sala de jantar: me iludo e sonho.
O pensamento longe – vaga na ociosidade.
Procuro-te em vão por todos os cantos
da casa e não te encontro. Há tantos cantos...
Nosso sonho nunca é o mesmo que vemos
quando abrimos a janela e nos defrontamos
Com um céu cinzento
Com um mar agitado
Com embarcações perdidas...
Em nosso subconsciente nublado de medo.
Ponho a saudade para repousar e vê-la
distante é o que mais quero – persuadi-la.
Que este não é o seu lugar – não comigo.
Tento arrastá-la pra bem além daqui...
Desviar seu curso, seu percurso, seu caminho
errado – como errado é meu viver – aceito.
Atiro-me, retiro-me, fico e parto...
Reparto-me em mil pedaços – reinvento
outra história menos ridícula que me revele
o quanto de cruel existe em se morrer de saudade.
Sem ao menos, poder conhecer a verdadeira razão
que nos levou a enlouquecer de tanta curiosidade...
Saudade... saudade... saudade...
As visões que me perseguem nas noites
compridas – são sombras que se misturam
a realidade e me produzem calafrios...
As confissões de amor que morrem
na garganta – são como os espinhos
(as rosas que colhemos para serem pisadas).
À noite, fecho as portas – e sento-me
à mesa da sala de jantar: me iludo e sonho.
O pensamento longe – vaga na ociosidade.
Procuro-te em vão por todos os cantos
da casa e não te encontro. Há tantos cantos...
Nosso sonho nunca é o mesmo que vemos
quando abrimos a janela e nos defrontamos
Com um céu cinzento
Com um mar agitado
Com embarcações perdidas...
Em nosso subconsciente nublado de medo.
Ponho a saudade para repousar e vê-la
distante é o que mais quero – persuadi-la.
Que este não é o seu lugar – não comigo.
Tento arrastá-la pra bem além daqui...
Desviar seu curso, seu percurso, seu caminho
errado – como errado é meu viver – aceito.
Atiro-me, retiro-me, fico e parto...
Reparto-me em mil pedaços – reinvento
outra história menos ridícula que me revele
o quanto de cruel existe em se morrer de saudade.
Sem ao menos, poder conhecer a verdadeira razão
que nos levou a enlouquecer de tanta curiosidade...
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha