AINDA NÃO SEI NADA DO VIVER
Ainda não sei nada do viver, sou criança de peito, todos estes anos me alienaram. Ainda no leite materno preciso me fortalecer e crescer. Já sei andar e falar, mas o entendimento ainda está longe de mim, sou rude sou pobre, me embruteci. Existo como todos os astros, todas as plantas e animais, assim me alimento no universo. A sabedoria é joia incomparável, quem entenderá os próprios caminhos? Quem dirá fiz a escolha perfeita se não sabe do amanha? A grande diversidade de personalidades, a bússola, o leme, a direção: para aonde vou? Há tantos conhecimentos com razão em tantas áreas, mas há tantos conflitos no ser, e quanto mais tento entender meus caminhos mais me perco neles, me pergunto qual a razão no sofrer se sou livre, mas me confundo porque onde não terei aborrecimento se até comigo mesmo o tenho? Felizes os sociáveis e os que tem o dom de se apartarem e serem sós, por que quem pode se convencer que a razão está com o cruel ou o humano? Cada um busca o direito de existir e o sol não é negligenciado para ninguém, mas siga o bem e a justiça.
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