Ângela
Ângela, quando te vi
pela primeira vez,
fiquei atordoado
e caí no chão, de joelhos,
para beber tua aura.
A fulgência do teu olhar de crisálida
penetrou-me, devassou minha carne,
devorou-a.
Não pude ver teu colo,
teu seio róseo que formava
um ângulo reto, inconcusso,
mas tua voz hipotenusa,
a simetria da tua face,
teu corpo congruente calculável a qualquer
distância, a partir de um ponto equidistante,
me fizeram amá-la.
Naquele instante,
ouvi réquiens e harpas líricas,
vi arcanjos descerem do céu,
o universo se contraindo para nos enfeixar linear-
mente, entre catetos e formas puras, fluidas.
Mas tu me deixaste de repente,
sem derramar lágrimas,
quando vendi para o sebo
os meus manuais de geometria plana.
(Poema extraído do meu ebook Pássaro Angular, disponível no Ubook e em outras lojas virtuais)
pela primeira vez,
fiquei atordoado
e caí no chão, de joelhos,
para beber tua aura.
A fulgência do teu olhar de crisálida
penetrou-me, devassou minha carne,
devorou-a.
Não pude ver teu colo,
teu seio róseo que formava
um ângulo reto, inconcusso,
mas tua voz hipotenusa,
a simetria da tua face,
teu corpo congruente calculável a qualquer
distância, a partir de um ponto equidistante,
me fizeram amá-la.
Naquele instante,
ouvi réquiens e harpas líricas,
vi arcanjos descerem do céu,
o universo se contraindo para nos enfeixar linear-
mente, entre catetos e formas puras, fluidas.
Mas tu me deixaste de repente,
sem derramar lágrimas,
quando vendi para o sebo
os meus manuais de geometria plana.
(Poema extraído do meu ebook Pássaro Angular, disponível no Ubook e em outras lojas virtuais)
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