Desencanto
Cavalguei muitas auroras para chegar até aqui.
Mas o que vejo são águias atrozes, supersônicas,
sobrevoando o Atlântico Sul e os mares do Leste.
Bromélias ogivais colhidas no asfalto, sem pudor;
hortas de magnésio plantadas no algodoal,
sobre as ruínas.
Túmulos foram erguidos nas montanhas, ao longe,
para ajuntar as colheitas mortas.
Haverá colheitas futuras?
Galguei as noites do passado para dormir agora,
deitar-me na pedra
e contemplar, com tristeza,
os incêndios,
os cactos fendidos,
os séquitos blindados,
a Vênus eclipsada,
demônios nus a irradiar no céu,
como estrelas.
(Poema extraído do ebook Prece à Minerva, disponível nas lojas virtuais da Amazon, Cultura, Ubook, entre outras)
Mas o que vejo são águias atrozes, supersônicas,
sobrevoando o Atlântico Sul e os mares do Leste.
Bromélias ogivais colhidas no asfalto, sem pudor;
hortas de magnésio plantadas no algodoal,
sobre as ruínas.
Túmulos foram erguidos nas montanhas, ao longe,
para ajuntar as colheitas mortas.
Haverá colheitas futuras?
Galguei as noites do passado para dormir agora,
deitar-me na pedra
e contemplar, com tristeza,
os incêndios,
os cactos fendidos,
os séquitos blindados,
a Vênus eclipsada,
demônios nus a irradiar no céu,
como estrelas.
(Poema extraído do ebook Prece à Minerva, disponível nas lojas virtuais da Amazon, Cultura, Ubook, entre outras)
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