Cordel da Ópera.
Cordel da Ópera.
A lua, bela e cheia, cintilava na nau quebrada,
A areia branca da praia, mancebo desmaio mostrava,
Recobrando-se o jovem vê, a donzela que a seu lado estava,
Velando por ele como anjo, a bela sílfide chorava.
Tomando-a em seus braços teve, certeza que a amava
Não sabia o incauto náufrago, que a jovem era pérfida maga.
O encanto se fez no covil e logo a maga sorriu
O enamorado marujo senil, caíra em seu ardil.
Na ilha de Morgana chega, sua noiva que o procurava,
Disfarçada de efebo viril, também esta, foi procurada,
Pela bela maga Alcina, que a todos enfeitiçava
Com Évora canção antiga, em pedra os transformava.
A bela noiva descobre, a urna que o feitiço guarda,
Quebrando o bojo em pedaços, o poder da maga se escapa,
Perdendo a força da terra, desespero toma a grande dama,
Que vê seus consortes de pedra, fugirem de sua trama.
O enamorado jovem também, do encanto se desenlaça,
Encontrando sua noiva convém, que logo da ilha partam,
A maga agora chora, a perda de seu consorte Airão
Agora virando a sorte, é da maga que temos compaixão.
torname a vagheggiar.
autor: daniel silvano
A lua, bela e cheia, cintilava na nau quebrada,
A areia branca da praia, mancebo desmaio mostrava,
Recobrando-se o jovem vê, a donzela que a seu lado estava,
Velando por ele como anjo, a bela sílfide chorava.
Tomando-a em seus braços teve, certeza que a amava
Não sabia o incauto náufrago, que a jovem era pérfida maga.
O encanto se fez no covil e logo a maga sorriu
O enamorado marujo senil, caíra em seu ardil.
Na ilha de Morgana chega, sua noiva que o procurava,
Disfarçada de efebo viril, também esta, foi procurada,
Pela bela maga Alcina, que a todos enfeitiçava
Com Évora canção antiga, em pedra os transformava.
A bela noiva descobre, a urna que o feitiço guarda,
Quebrando o bojo em pedaços, o poder da maga se escapa,
Perdendo a força da terra, desespero toma a grande dama,
Que vê seus consortes de pedra, fugirem de sua trama.
O enamorado jovem também, do encanto se desenlaça,
Encontrando sua noiva convém, que logo da ilha partam,
A maga agora chora, a perda de seu consorte Airão
Agora virando a sorte, é da maga que temos compaixão.
torname a vagheggiar.
autor: daniel silvano
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