Conversei com meu falecido vovô
Disse que não chorei em seu enterro
“Tudo bem, melhor não chorar do que fingir estar
Chorando“
“Como assim“ eu perguntei
“É que o humano é o único ser que conseguE fingir sentimentos“ respondeu
Continuei a conversa dizendo o que eu passava na escola
Contando os planos de quando sair daquele inferno
Porque o que eu queria mesmo é ser poeta
Mandar a senhora fórmula de baskara se fuder
“Não desanime“ vovô disse
“Tem sempre alguém querendo te derrubar,
Os humanos usam a religião como armadura, mas
Continuam monstros por dentro“
“Eu sou muito pequeno, falei“
“Para de amaricagem, menino.
Tem que se ferrar mesmo.
Já levei surra na escola
Toda a minha família me virou as costas
Mas aprendi no meu último segundo de existência
Relembrando o que perdi por esses malditos traumas
Que não interessa pelo que você passou
São pessoas pequenas que mudam o mundo“
Obrigado, vovô.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski